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segunda-feira, maio 30, 2005

White Noise 


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O mundo do cinema é assim, tem a capacidade de incutir no nosso "espiríto", nas nossas mentes, determinados medos e reflexos relacionados com o que vimos.
Um filme da categoria de horror, thriller intenso ou terror tem, de certa forma, essa missão. Abalar-nos um pouco. Fazer a adrenalina subir como se de um desporto radical se tratasse. Há quem adore e sinta quase dependência deste tipo de adrenalina baseada em filmes de horror. É um género que me fascina por várias razões. Porque o cinema não tem de ser sempre agradável, ou simplesmente interessante e intenso, pode também demonstrar um carácter mais incisivo usando e abusando dos nossos medos, das nossas incertezas com o que desconhecemos desde os primórdios dos tempos, mas que sempre acreditámos ter algo de sobrenatural, mesmo quando pensávamos que não acreditávamos.
A morte, os ferimentos, o sofrimento mais agonizante e o sobrenatural são assuntos predilectos do horror. E há que dizê-lo: é receita garantida de adrenalina do medo!! Isto quando é bem feito, claro. O cinema de horror é também uma arte. Permite ao realizador jogar com o espectador. Até é mais brincar. Estamos nas mãos dele. A música tem um papel fulcral, sabemos que vai acontecer alguma coisa. Num filme mal feito, é de tal forma previsível, "batido" (clichés) e "desensaborado" que não nos causa nenhum tipo de reacção abrupta. Mas quando é bem feita e o tema é bem forte pode causar a tal adrenalina única e horripilante que nos pode acompanhar bem para além daqueles 101 minutos.
Quando me refiro a 101 minutos estou a ser específico. Falo do filme White Noise [em português deram-lhe o nome de Ruídos do Além].

Título original: White Noise
Realização: Geoffrey Sax
Intérpretes: Michael Keaton, Deborah Kara Unger, Chandra West, Ian McNeice, Sarah Strang, Nicholas Elia
Origem: EUA/Canadá/Grã-Bretanha, 2005
Estreou: 26 de Maio de 2005
www.whitenoise.com
Classificação: 3.0

O FILME. White Noise é sobre um homem bem colocado na vida, divorciado e com um filho, que voltou a casar. Depois da mulher morrer num acidente (?) ele começa a receber chamadas a meio da noite e mensagens primeiro com um barulho estranho e depois com a voz da esposa morta a chamá-lo.
Perturbado pelos telefonemas e pela morte da mulher, a personagem de Michael Keaton, Jonathan Rivers, vai procurar um homem que utiliza os chamados FEV - um mecanismo de gravação de som e imagem, por onde, ocasionalmente, espiritos poderão comunicar a que os americanos dão o nome de Electronic Voice Phenomena (EVP). Este homem vive obcecado por esta comunicação com espiritos há já alguns anos, gravando constantemente K7´s video e audio que lhe trazem informações do mundo dos mortos. Muitas vezes quando eles querem comunicar com os vivos. Jonathan Rivers começa assim a sua saga na tentativa de comunicar com a mulher que mais tarde acaba em obcessão, semelhante à do especialista que acaba por morrer em contornos assustadores. A casa do especialista aparece quase destruida por dentro e entre os escombros está o homem experiente morto. É que para além dos espiritos que querem dizer coisas positivas a familiares, existem os outros...

[aqui quase que parece uma reminiscência ao filme The Others...]

Jonathan, que partilha a a dor da perda com outra das "clientes" do especialista, Sarah Tate (Deborah Unger) vai pegar no método do especialista e implementá-lo na sua casa, com vários televisores sempre a gravarem. Entre as mensagens que lhe chegam de pessoas mortas, chegam também de pessoas que irão morrer - uma antevisão do futuro - onde ele acaba por ajudar e sentir-se perto de um justiceiro ou salvador. Mas o filme não tem nada a ver com isso e é sol de pouca dura. Ele é ludibriado por espirítos que não querem propriamente o bem e com isso provoca arrepios na espinha de muita gente na audiência. Não conto mais para não estragar...
O final desiludiu um pouco, mas não sendo um filme excelente é um filme assustadoramente BOM e muito eficaz, como há muito não se via.

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