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segunda-feira, abril 17, 2006

Mais filmes portugueses na forja 

[Depois do anúncio das gravações de Conversa da Treta - O Filme, que deverá chegar às salas em Setembro, aqui está mais um.]

"O Mistério da Estrada de Sintra", o filme
De acordo com o DN, a rua da Estefânia, em Lisboa, esteve cortada ao trânsito. Ao bom estilo das grandes produções norte-americanas, a policia assegurou as gravações de “O Mistério da Estrada de Sintra”, um filme realizado por Jorge Paixão da Costa e que já vem a ser trabalhado desde 2001. Segundo a publicação, não se podiam ouvir sons de automóveis, pois a acção do filme acontece nos finais do século XIX. O filme é adaptado da obra homónima de Eça de Queiroz, “O Mistério da Estrada de Sintra”, um romance policial, uma crítica de costumes e uma acutilante análise da sociedade portuguesa do séc.XIX, que assim contém todos os ingredientes queirosianos. Estamos em 1890, nos dias que se seguram à entrega do Ultimatum a Portugal. Neste clima de tensão, o cadáver do Capitão Rytmel é encontrado numa sinistra casa em Sintra.
Vítima de um caso de romance e enganos, Rytmel foi morto pela sua amante, a jovem Condessa de Valada, num acto de desespero irreflectido. Vasco, o primo que nutre pela Condessa um amor não correspondido, toma a iniciativa de apagar todas as pistas que conduzem à descoberta do sucedido e arrasta, para este processo, Sidónio e Ferrão, raptados na Estrada de Sintra.
Em Lisboa ninguém está interessado em que seja descoberto o cariz passional deste crime que encobriria de vulgaridade a polémica diplomática provocada pelo Ultimatum. A única coisa a fazer é enterrar o cadáver, encerrar o caso e fazer o que estas personagens fazem de melhor: salvar a face, mantendo as aparências. Porém, esta obra não é uma adaptação da junção dos folhetins que mais tarde dariam o livro, seguindo antes o que se passou entre Eça de Queirós e Ramalho Ortigão durante a complexa preparação do "Mistério. Os actores escolhidos para interpretar as personagens são Ivo Canelas (Eça de Queirós), António Pedro Cerdeira (Ramalho Ortigão) e Nicolau Breyner (Eduardo Coelho).
Segundo o Diário de Noticias, Ivo Canelas disse: "Do Eça só me lembrava da cena do incesto de “Os Maias”, o livro obrigatório na escola. Mas para a preparação do filme li vários livros dele e depois reli. Rendi-me completamente ao Eça e à sua inteligência". Já António Pedro Cerdeira acredita que este filme tem “uma ambiência fascinante”. Os décors foram reconstituídos ao pormenor, numa tentativa de reconstituir temporalmente a década de 1870 com o máximo dos rigores.
O filme chega às salas de cinema no mês de Outubro.
in
C7nema, por Hélder Felizardo

Comments:
Olha eu que sou de sintra desconhecia essa notícia. Mas é um belo cenário para um filme. Especialmente desse género.
 
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